A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) recebeu, nessa quinta-feira (12/3), representantes da embaixada de Bangladesh no Brasil para debater oportunidades de cooperação econômica, promoção comercial e facilitação de investimentos.
A reunião foi realizada na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, com a presença do superintendente de Atração de Investimentos e Estímulo à Exportação da Sede-MG, Gustavo Costa de Souza, da Conselheira de Comércio Elish Sharmin e do Oficial Administrativo, Riad Uzzaman, ambos do governo bengalês.
Durante o encontro, o superintendente apresentou as principais possibilidades de ampliação das relações comerciais com o país, o potencial estratégico de Minas para atrair mais investimentos e iniciativas do Estado para fortalecer a cooperação com parceiros internacionais.
“Bangladesh é um país em rápido crescimento econômico, com oportunidades em diferentes setores. Já temos uma relação forte com a exportação de produtos agropecuários, mas também visualizamos a possibilidade de explorar e aumentar as relações comerciais e de investimentos nos setores têxtil e de medicamentos”, afirmou Gustavo Costa.
A conselheira de comércio da embaixada, Elish Sharmin, destacou o potencial de sustentabilidade como um atrativo em Minas.
“Vemos em Minas Gerais que 99,5% da energia vem da energia renovável. Isso é muito interessante, pois não conheço outro país que seja desenvolvido a este ponto de usar energia sustentável. Temos certeza de que este fato vai abrir mais oportunidades de cooperação e investimentos”, afirmou a Conselheira de Comércio da embaixada de Bangladesh.
Relações comerciais com Bangladesh
Em 2025, Minas Gerais registrou US$ 177,9 milhões em exportações para Bangladesh, valor que representa um crescimento de 34,2% frente ao registrado em 2019 (US$ 132,5 milhões), e destaca o potencial para o aumento na comercialização de produtos mineiros ao país asiático.
Já os principais produtos exportados no período foram: açúcares de cana ou de beterraba (US$ 144,5 milhões); soja, mesmo triturada (US$ 17,4 milhões); algodão, não cardado nem penteado (US$ 3,9 milhões); óleo de soja e respectivas frações (US$ 3,7 milhões) e medicamentos (US$ 3,5 milhões).